Medicamentos aprovados para o tratamento do mieloma múltiplo no Brasil

Os medicamentos para mieloma múltiplo se enquadram em várias classes de medicamentos, incluindo inibidores de proteassoma (IPs), imunomoduladores (IMiDs®), agentes alquilantes, corticosteróides, inibidores de histona deacetilase (HDACs), bifosfonatos e anticorpos monoclonais (MAbs).

Medicamentos atualmente em uso para o mieloma

Nesta seção, um gráfico divide esses medicamentos de acordo com sua classe de drogas.

INIBIDORES DE PROTEASSOMA (IP)

  • NINLARO®  |  ixazomibe  |  
    Ninlaro (ixazomibe) é um medicamento de prescrição oral utilizado no tratamento do mieloma múltiplo em combinação com os medicamentos Revlimid® (lenalidomida) e dexametasona, em pessoas que receberam pelo menos um tratamento anterior.
  • KYPROLIS®  |  carfilzomibe  |  
    Kyprolis (carfilzomibe) é um medicamento injetável usado para tratar pacientes com mieloma múltiplo recidivante ou refratário que receberam um a três tratamentos anteriores.
  • VELCADE®  |  bortezomibe  |  
    Velcade (bortezomibe) é um medicamento administrado por injeção na veia (por via intravenosa ou IV) ou sob a pele (por via subcutânea). Velcade é indicado para o tratamento de mieloma recém-diagnosticado e recidivante ou refratário. 

IMUNOMODULADORES (IMiDS) 

  • REVLIMID®  |  lenalidomida  |
    Revlimid (lenalidomida), um medicamento imunomodulador (IMiD®), é o primeiro medicamento oral desenvolvido para o tratamento do mieloma múltiplo. É usado em terapia inicial, terapia de manutenção e recidiva e / ou refratária.
  • TALIDOMIDA
    A Talidomida é uma droga imunomoduladora oral, um agente que pode modificar ou regular o sistema imunológico. Possui atividades antiinflamatórias e anticâncer. A talidomida foi usada pela primeira vez para tratar mieloma múltiplo em 1997. 

ANTICORPOS MONOCLONAIS

  • DALINVI®  |  daratumumabe  |  
    Dalinvi é um anticorpo monoclonal feito em laboratório que tem como alvo uma única proteína específica na superfície das células do mieloma.
  • EMPLICITI®  |  elotuzumabe  |  
    Empliciti (elotuzumabe) é um anticorpo monoclonal. É usado como um medicamento de prescrição de infusão intravenosa usado para tratar o mieloma múltiplo em combinação com os medicamentos Revlimid® (lenalidomida) e dexametasona, em pessoas que receberam um a três tratamentos anteriores para a sua doença. 
  • SARCLISA®  |  isatuximab-ifrc
    Sarclisa (isatuximab-ifrc) é um anticorpo monoclonal anti-CD38. 

AGENTES ALQUILANTES

  • ALKERAN
    Alkeran (melfalano) é um medicamento de quimioterapia comumente usado no tratamento de mieloma múltiplo. Pertence à classe de medicamentos conhecidos como agentes alquilantes, que inibem a síntese de DNA e RNA, causando a morte de células tumorais.
  • CICLOFOSFAMIDA
    A ciclofosfamida foi aprovada pela primeira vez pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos em 1959 e ainda é amplamente utilizada para tratar mieloma múltiplo, bem como muitos outros tipos de câncer e doenças autoimunes. 

CORTICOSTERÓIDES 

  • DECADRON®  |  dexametasona  |  
    A dexametasona (às vezes chamada de “dexa” abreviadamente) também é conhecida pelos nomes comerciais Decadron® é um dos medicamentos mais usados no tratamento do mieloma múltiplo.
  • PREDNISONA  
    A prednisona pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como corticosteróides. Ele diminui a resposta do seu sistema imunológico a várias doenças para reduzir os sintomas, como inchaço e reações do tipo alérgico.
  • METILPREDNISOLONA
    A metilprednisolona é usada para diminuir a resposta do seu sistema imunológico a várias doenças para reduzir sintomas como inchaço, dor e reações do tipo alérgico. 

AGENTES MODIFICADORES ÓSSEOS

  • XGEVA®  |  denosumabe
    Denosumabe (Prolia and Xgeva) é um anticorpo monoclonal humano para o tratamento da osteoporose, perda óssea induzida pelo tratamento, metástases ósseas e tumor de células gigantes do osso.
  • ZOMETA®  |  ácido zoledrônico  
    O ácido zoledrônico também é usado na quimioterapia do câncer para tratar problemas ósseos que podem ocorrer com mieloma múltiplo e outros tipos de câncer (como mama, pulmão) que se espalharam para os ossos.
  • AREDIA®  |  pamidronato  
    O pamidronato é usado para tratar níveis elevados de cálcio no sangue e certos problemas ósseos (metástases / lesões ósseas) que podem ocorrer com alguns tipos de câncer. 

Medicamentos aprovados para o tratamento do mieloma múltiplo nos Estados Unidos que ainda não possuem registro no Brasil  

  • XPOVIO®  |  selinexor
    Xpovio (selinexor), um novo medicamento para tratar o mieloma, é um “nuclear export inhibitor,” o primeiro dessa nova classe de drogas.  
  • POMALYST® (pomalidomida)
    Pomalyst (pomalidomida) é um tratamento oral para mieloma múltiplo indicado, em combinação com dexametasona, para pacientes com mieloma múltiplo que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma
  • FARYDAK®  |  panobinostat  
    Farydak (Panobinostat) é um medicamento de prescrição tomado em combinação com Velcade e dexametasona para tratar pacientes com mieloma múltiplo que já foram tratados com Velcade e um medicamento imunomodulador.
  • ABECMA®  |  idecabtagene vicleucel  |  ide-cel
    Abecma (idecabtagene vicleucel), uma terapia celular personalizada dada como infusão única, está aprovada nos Estados Unidos para pacientes adultos com mieloma recidivado ou refratário que já tiveram 4 ou mais linhas de tratamento prévias que incluam as três principais classes de drogas, incluindo um agente imunomodulador, um inibidor de proteassoma e um anticorpo monoclonal anti-CD38.
  • BLENREP®  |  belantamab mafodotin-blmf  |  bela, belamaf
    BLENREP (belantamab mafodotin-blmf), um BCMA-directed antibody-drug conjugate, está indicado para o tratamento de pacientes adultos com mieloma recidivado ou refratário que tenham recebido pelo menos quatro terapias prévias inclundo um anticorpo monoclonal  anti-CD38, um inibidor de proteassoma e um agente imunomodulador.

Ciclofosfamida 

Ciclofosfamida foi aprovada pela primeira vez pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos em 1959 e ainda é amplamente usado para tratar mieloma múltiplo, bem como muitos outros tipos de câncer e doenças autoimunes. Pertence à classe de medicamentos conhecidos como agentes alquilantes, que inibem a síntese de DNA e RNA, causando a morte de células tumorais. 

Como é usada a ciclofosfamida?

Ciclofosfamida pode ser usada durante todo o curso da doença. Como terapia de primeira linha, é mais comumente administrada por via oral em combinação com Velcade (bortezomibe) e dexametasona (cybor-d ou VCd). Cybor-d também pode ser usado na recidiva inicial ou subsequente. Também é administrada por via oral na recaída em combinação com Revlimid® e dexametasona (CRd) ou Pomalyst® e dexametasona (CPd).

Os regimes de recidiva com ciclofosfamida intravenosa incluem:

  • ciclofosfamida em alta dose como agente único
  • dexametasona / ciclofosfamida / etoposido / cisplatina (DCEP)
  • dexametasona / talidomida – cisplatina / doxorrubicina, ciclofosfamida / etoposido (DT-PACE)
  • Velcade / talidomida / dexametasona – cisplatina / doxorrubicina, ciclofosfamida / etoposido (VTD-PACE).A ciclofosfamida intravenosa (IV) também pode ser usada como parte do processo de coleta de células-tronco em combinação com fatores de crescimento. 

Possíveis efeitos colaterais da ciclofosfamida

Os efeitos colaterais da ciclofosfamida dependem de como você o recebe e em que dose. A ciclofosfamida oral é geralmente bem tolerada, mas pode diminuir as contagens sanguíneas. Como pode irritar a bexiga, os pacientes devem beber pelo menos 2-3 litros de água a cada 24 horas, a menos que haja instruções em contrário.Os efeitos colaterais mais comuns da ciclofosfamida injetável incluem:

  • baixa contagem sanguínea
  • perda de cabelo
  • náusea e vomito
  • perda de fertilidade
  • descoloração da pele ou unhas 

Os efeitos colaterais menos comuns são:

  • diarreia
  • aftas
  • irritação na bexiga ou sangramento

Há um pequeno risco de se desenvolver mielodisplasia ou leucemia após o tratamento com ciclofosfamida.

DALINVI® (Daratumumabe)

DALINVI® é um anticorpo monoclonal aprovado no Brasil para o tratamento de Mieloma. Embora anticorpos sejam parte natural do nosso sistema imunológico, DALINVI® e outros anticorpos usados para tratar o câncer são feitos em laboratórios.

Os anticorpos (ou imunoglobulinas, como os anticorpos são conhecidos na linguagem cientifica) são fabricados em laboratórios e designados para funcionar da mesma maneira que os anticorpos naturais e tem como alvo uma única e específica proteína na superfície das células de câncer. Portanto também são chamados de “terapias alvo”.

DALINVI® é um anticorpo monoclonal (mAB) humano IgG que se liga à proteína CD38 expressa em nível alto na superfície de células em diversas doenças hematológicas malignas, incluindo células tumorais de mieloma múltiplo, assim como outros tipos de células e tecidos em vários níveis. A proteína CD38 tem várias funções tais como adesão mediada por receptor, sinalização e atividade enzimática

Como é usado o daratumumabe?

DALINVI® é administrado via infusão intravenosa (IV, direto na veia) e o DALINVI® SC* é administrado como uma injeção subcutânea, na área do abdomem, usando uma agulha para injetar o medicamento sob a pele. Antes e após cada injeção, você receberá medicamentos que ajudam a diminuir a chance de reações. Ambas as apresentações do medicamento deverão ser administradas em clínica ou hospital.

Possíveis efeitos colaterais do daratumumabe

Reações à infusão

Reações à infusão podem ocorrer com muitas drogas administradas por via intravenosa para o tratamento do câncer. As reações infusionais de anticorpos monoclonais são causadas pela liberação de citocinas que podem ser referidas como “síndrome da citocina liberada”. Citocina são pequenas proteínas que são liberadas pelas células para afetar o comportamento de outras células. Resultados de reações à infusão de citocinas liberadas de células que são alvo dos anticorpos monoclonais bem como as células do sistema imunológico que são recrutadas para área alvo. As reações são parecidas com as da gripe e incluem congestão nasal, febre, calafrios, tosse, irritação na garganta, dificuldade em respirar, baixa pressão sanguínea, náusea e erupção cutânea.

Reações à infusão ocorreram em 46% dos pacientes registrados em estudos clínicos de DALINVI®, em sua maioria a reação foi leve a moderada, em sua maioria ocorrendo durante as 4 primeiras horas após a primeira infusão. Reações à infusão ocorreram em 5% dos pacientes na segunda infusão e 4% nas infusões subsequentes. Reações à infusão severas o suficiente para requerer hospitalização ocorreu em 3% dos pacientes. Não houve reações que ameaçassem a vida dos pacientes.

No caso do DALINVI® SC é provável que essas reações ocorram durante a primeira injeção e a maioria das reações ocorre no dia da injeção. Se você̂ teve uma reação relacionada à infusão uma vez, é menos provável que isso aconteça novamente. No entanto, reações tardias podem ocorrer até 3 a 4 dias após a injeção. O seu médico pode decidir não usar DALINVI® SC se você̂ tiver uma reação forte após a injeção.

Reações no local da injeção

Reações cutâneas no local da injeção ou nas proximidades, podem ocorrer com DALINVI® SC. Essas reações são comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) e os sintomas podem incluir:

vermelhidão da pele, coceira e inchaço.

Dexametasona 

A dexametasona é frequentemente conhecida como “dex”, abreviadamente. Também conhecido pela marca  Decadron®.A dexametasona é um dos medicamentos mais usados no tratamento do mieloma múltiplo. É da mesma classe que os corticosteróides adrenais, como prednisona, prednisolona e metilprednisolona. Esses esteróides desempenham um papel importante no tratamento do mieloma múltiplo. Eles têm efeitos anti-inflamatórios e anti-mieloma.

A dexametasona é um esteróide adrenocortical sintético. Os esteróides adrenocorticais também são produzidos naturalmente pelas glândulas adrenais do corpo. Eles são conhecidos como glicocorticosteroides ou corticosteróides.

Possíveis efeitos colaterais

Como a maioria dos medicamentos, a dexametasona e outros esteróides podem causar alguns efeitos colaterais indesejados. Poucos pacientes, se houver, experimentam todos esses efeitos colaterais. Na verdade, alguns pacientes que tomam dexametasona não apresentam quaisquer efeitos colaterais. Os profissionais de saúde devem tomar medidas de precaução para reduzir ou evitar efeitos adversos.

Os efeitos colaterais e precauções mais importantes são descritos aqui. Os membros da sua equipe de saúde podem fazer recomendações sobre como gerenciar esses efeitos colaterais. Chame seu médico se esses efeitos colaterais ocorrerem.

Suas chances de sentir efeitos colaterais de um esteróide podem resultar de altas doses e de tomar o esteróide por um longo tempo. A maioria dos efeitos colaterais pode ser revertida. Eles irão embora quando o tratamento for concluído. Não pare de tomar nenhum dos seus medicamentos nem reduza as doses por conta própria. É importante conversar com seu médico sobre os efeitos colaterais.

Infecções

Os esteróides bloqueiam os glóbulos brancos para que não alcancem  os locais de infecção. Como resultado, eles podem piorar as infecções existentes ou permitir a ocorrência de novas infecções. Qualquer medicamento que suprima as respostas normais do sistema imunológico pode tornar uma pessoa suscetível a infecções. Como as células não estão saindo da corrente sanguínea para entrar nos tecidos infectados, o nível de leucócitos no sangue aumenta. Assim, os esteróides podem realmente mascarar os sinais de que uma infecção está presente.

Pacientes que estão tomando esteróides têm um risco aumentado de

  • Infecções bacterianas,
  • infecções virais e
  • infecções fúngicas. 

Condições cardíacas e retenção de líquidos

O uso de dexametasona e outros esteróides pode causar

  • aumentos na pressão arterial
  • retenção de sal e água
  • excreção de potássio e cálcio.

Essas alterações são mais prováveis de ocorrer quando os esteróides são tomados em grandes doses. A retenção de sal pode causar edema ou inchaço. Você pode notar que seus tornozelos e pés estão inchados. A retenção de líquidos e a perda de potássio podem ser um problema para pacientes com problemas cardíacos, especialmente insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão.

Efeitos Dermatológicos

Os pacientes que tomam dexametasona ou outros esteróides podem notar que leva mais tempo do que o normal para cicatrizar as feridas. Os pacientes podem desenvolver acne e erupções cutâneas durante o tratamento com dexametasona. O aumento da sudorese é observado em alguns pacientes durante a terapia com esteróides.

Efeitos Endócrinos

Os esteróides, incluindo a dexametasona, podem interferir na maneira como os pacientes metabolizam os carboidratos e podem causar o aumento dos níveis de glicose no sangue. Isso é especialmente importante em pacientes com diabetes. Pacientes com diabetes podem tomar esteroides. No entanto, o tratamento adicional, incluindo terapia com insulina, pode ser necessário para controlar os níveis de açúcar no sangue. Os esteroides também podem causar irregularidades menstruais.

Efeitos gastrointestinais

Os esteróides podem ter vários efeitos no trato gastrointestinal. Eles aumentam o risco de perfurações gastrointestinais. Portanto, os pacientes com úlceras pépticas, diverticulite e colite ulcerosa devem usar corticosteroides com cautela para minimizar o risco de perfuração. Por essas razões, muitos médicos recomendam automaticamente a terapia anti ácido de algum tipo para pacientes que tomam esteroides (por exemplo, Pepcid®).

Outros possíveis efeitos colaterais gastrointestinais observados com a terapia com dexametasona são

  • aumento ou diminuição do apetite,
  • inchaço do estômago,
  • náusea,
  • vômito,
  • soluços,
  • e azia.

Efeitos musculoesqueléticos

Os esteróides diminuem a absorção de cálcio e aumentam sua excreção. Portanto, eles afetam os ossos. Esses efeitos podem causar dor e osteoporose em adultos. Pacientes com mieloma múltiplo que já estão sujeitos a perda óssea severa e dor óssea devem ser observados cuidadosamente. Eles devem receber cuidados de suporte adequados para evitar danos ósseos adicionais. Como podem estar perdendo potássio, os pacientes que tomam esteroides também podem sentir dores musculares.

Efeitos oftalmológicos

O tratamento prolongado com esteroides pode causar:

  • pressão intraocular elevada que pode levar ao glaucoma,
  • dano ao nervo óptico,
  • infecções oculares,
  • e catarata.

A catarata ocorre comumente em idade avançada e geralmente leva anos para se desenvolver a ponto de a cirurgia ser indicada. Os esteróides podem acelerar esse processo. Com o tratamento contínuo com esteróides, não é incomum que pacientes com mieloma desenvolvam cataratas maduras que requerem cirurgia. A cirurgia remove a catarata e coloca uma nova lente no olho para melhorar a visão.

Efeitos psiquiátricos e neurológicos

Os esteróides também podem causar

  • insônia,
  • irritabilidade,
  • mudanças de humor,
  • mudanças de personalidade,
  • e depressão severa.

A instabilidade emocional ou tendências psicóticas são agravadas e podem piorar durante a terapia com esteróides. Os pacientes também relataram dores de cabeça e tonturas.

Reações alérgicas

As reações alérgicas e de hipersensibilidade aos esteróides são possíveis em pacientes suscetíveis ou que tiveram respostas alérgicas a outros medicamentos. As reações alérgicas podem incluir

  • dificuldade para respirar,
  • fechamento da garganta,
  • inchaço dos lábios e língua,
  • e urticária.
  • Essas reações alérgicas a esteróides são extremamente raras.

Efeitos Gerais

Alguns pacientes podem apresentar tosse, dor de garganta ou rouquidão. Descansar a voz pode ajudar com essa condição. O uso de esteroides, incluindo dexametasona, pode causar ganho de peso.

Doxorrubicina 

A doxorrubicina é um tipo de medicamento de quimioterapia contra o câncer conhecido como antraciclina. As antraciclinas matam as células tumorais, danificando seu DNA e impedindo seu reparo.

É um medicamento intravenoso (IV) prescrito pelo seu médico. 

Precauções

A doxorrubicina pode causar efeitos colaterais sérios e possivelmente permanentes relacionados ao coração, que podem levar à insuficiência cardíaca congestiva. Informe o seu médico sobre qualquer história de doença cardíaca, radiação no tórax ou terapia anticâncer anterior. Seu médico ira monitorar sua função cardíaca.

Podem ocorrer reações à infusão durante a administração. Informe o seu médico se você tiver quaisquer sintomas durante a infusão, incluindo rubor, falta de ar, inchaço facial, dores de cabeça, calafrios, dor nas costas, aperto no peito ou na garganta, tonturas ou vertigens. Para a maioria dos pacientes, esses sintomas remetem dentro de várias horas a um dia após a infusão. Diminuir a taxa de infusão pode ajudar. No entanto, em alguns casos, essas reações podem ser graves ou até fatais.

Doxorrubicina pode reduzir gravemente o número de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e células que previnem o sangramento chamadas plaquetas) em seu corpo, o que pode aumentar potencialmente o risco de infecções, anemia e sangramento. Fale com o seu médico se notar quaisquer alterações na sua saúde, como um novo início de febre ou sintomas de infecção.

O seu médico ira monitorar os resultados do seu exame de sangue.

A síndrome mão-pé pode ocorrer durante o tratamento com doxorrubicina. Isso pode causar formigamento ou queimação, vermelhidão, descamação, inchaço incômodo, pequenas bolhas ou pequenas feridas nas palmas das mãos ou nas solas dos pés. Em certos casos, essa reação pode ser mais grave, levando a infecções graves, interferindo na caminhada e em outras atividades diárias.

Casos de câncer oral foram relatados em pessoas que tomaram doxorrubicina por mais de um ano. O câncer bucal foi diagnosticado durante o tratamento e até 6 anos após a última dose. O seu médico irá examiná-lo regularmente em busca de sinais e sintomas de câncer oral.

Se você estiver grávida, planejando engravidar ou amamentando, informe o seu médico. A amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com doxorrubicina. Mulheres e homens com potencial reprodutivo devem usar métodos contraceptivos eficazes durante e por 6 meses após o tratamento com doxorrubicina.  

Possíveis efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais mais comuns relatados em pelo menos 20% dos pacientes : fraqueza, cansaço, febre, náusea, estomatite (vermelhidão dolorosa, inchaço ou feridas na boca), vômito, diarreia, constipação, perda de apetite, síndrome mão-pé, erupção cutânea, contagem baixa de leucócitos, contagem baixa de plaquetas e anemia. Informe o seu médico se sentir estes ou outros efeitos colaterais.

No tratamento do mieloma múltiplo, danos nos nervos denominados neuropatia periférica, que podem causar dor, dormência, sensação de queimação, formigamento e sintomas mais graves, foram relatados em > 40% dos pacientes. Informe imediatamente o seu médico se sentir algum destes ou outros sintomas.

Após a administração, a doxorrubicina pode tornar a urina e outros fluidos corporais uma cor laranja-avermelhada. Isso vai embora à medida que a droga sai do corpo.

Seu médico pode prescrever medicamentos anti-náusea antes ou durante o tratamento.

Empliciti® (Elotuzumabe)

Empliciti® é um anticorpo monoclonal. É usado como um medicamento de prescrição de infusão intravenosa (IV, em uma veia) usado para tratar mieloma múltiplo em combinação com os medicamentos Revlimid® (lenalidomida) e dexametasona, em pessoas que receberam um a três tratamentos anteriores para a sua doença.

Como é usado?

Ao contrário dos tratamentos tradicionais de quimioterapia, Empliciti®  é um novo tipo de imunoterapia que funciona com o próprio sistema imunológico do paciente para combater o MM de duas maneiras:

  • Empliciti®  ativa um tipo chave de glóbulo branco em seu sistema imunológico, chamado de célula Natural Killer (NK).
  • Empliciti®  identifica células de mieloma para que sejam mais facilmente reconhecidas por células NK. Dessa forma, as células NK ativadas podem encontrar e destruir essas células.

Possíveis efeitos colaterais de Empliciti®, Revlimid®, e dexametasona

Empliciti® com Revlimid® / dexametasona adiciona pouca ou nenhuma toxicidade em relação a Revlimid® / dexametasona isoladamente. Tal como acontece com outros anticorpos monoclonais, Empliciti® pode causar reações que podem ocorrer durante a infusão IV ou nas 24 horas após a infusão. A maioria das reações à infusão ocorre com a primeira dose e pode incluir febre, calafrios, pressão arterial elevada, erupção na pele, dificuldade para respirar e tontura ou desmaio. Medicamentos são administrados antes de cada dose de Empliciti® para reduzir o risco de reações à infusão. As reações também podem ser controladas diminuindo ou interrompendo a infusão.

Outros efeitos colaterais comuns de Empliciti®, Revlimid® e dexametasona

  • baixa contagem de leucócitos;
  • anemia (contagem baixa de glóbulos vermelhos);
  • plaquetas baixas (as células que permitem a coagulação do sangue após uma lesão);
  • fadiga;
  • diarreia;
  • febre;
  • constipação;
  • infecções;
  • espasmos musculares;
  • diminuição do apetite.

Panobinostat 

Farydak®  é um medicamento de prescrição tomado em combinação com Velcade e dexametasona para tratar pacientes com mieloma múltiplo que já foram tratados com Velcade e um medicamento imunomodulador. Os moduladores imunológicos incluem Thalomid® (talidomida), Revlimid® (lenalidomida) e Pomalyst® (pomalidomida, conhecida na Europa como Imnovid®). Farydak é o primeiro inibidor de histona desacetilase (HDAC) aprovado para uso no tratamento de MM

Como funciona?

Farydak interfere com a capacidade das células do mieloma de eliminar proteínas residuais e se reproduzir. Ao contrário da maioria das células saudáveis do corpo, as células do mieloma são particularmente vulneráveis ao acúmulo de proteínas residuais. Quando sobrecarregadas por proteínas residuais que não podem ser eliminadas ou recicladas, as células do mieloma morrem. Velcade também interfere na remoção de proteínas residuais nas células do mieloma. A combinação de Velcade e Farydak, potencializada pelos efeitos do poderoso esteroide dexametasona, é mais eficaz do que qualquer uma dessas drogas isoladamente.

Efeitos colaterais de Farydak, Velcade e dexametasona

Dois dos potenciais efeitos colaterais de Farydak são sérios o suficiente para justificar um “aviso em caixa” nas informações de prescrição porque são potencialmente fatais:

  • diarreia severa
  • toxicidades cardíacas (problemas cardíacos)

Possíveis efeitos colaterais

Diarreia

A diarreia é definida como três ou mais fezes moles por dia. É comum com Farydak e pode ser grave (definido como 7 ou mais fezes por dia que requerem tratamento com fluidos intravenosos ou hospitalização). Informe o seu médico imediatamente se você tiver cólicas estomacais, fezes moles, evacuações frequentes ou se sentir que está ficando desidratado. Sede, e urina escura, são os primeiros sintomas de desidratação.

Problemas cardíacos

Farydak pode causar problemas cardíacos graves, que podem levar à morte. Seu risco de problemas cardíacos pode aumentar se você tiver uma condição pré-existente chamada “síndrome do QT longo”, uma condição do ritmo cardíaco que pode causar batimentos cardíacos rápidos e caóticos, ou se você tiver outros problemas cardíacos.

Sangramento grave (devido à baixa contagem de plaquetas)

Farydak pode causar sangramento severo (hemorragia), que pode levar à morte. Pode demorar mais do que o normal para parar o sangramento enquanto você estiver tomando Farydak.

Fadiga

A fadiga é comumente associada ao câncer e à terapia do câncer. Aconselha-se cuidado se você estiver operando máquinas, incluindo dirigir um carro.

Náusea e vomito

No ensaio clínico que levou à sua aprovação (PANORAMA-1), os pacientes de Farydak sentiram náuseas, 6% das quais eram graves o suficiente para requerer hospitalização, enquanto 26% dos pacientes experimentaram vômitos, 7% dos quais eram graves o suficiente para requerer hospitalização ou urgência intervenção.

Edema periférico

O edema periférico é o acúmulo de líquido que causa inchaço, geralmente nos tornozelos, pés e pernas. Este inchaço é o resultado do acúmulo de líquido em excesso sob a pele nos espaços dos tecidos, ou espaços “intersticiais”. O edema periférico pode ser um efeito colateral do uso em longo prazo de medicamentos anti-inflamatórios (como o corticosteroide dexametasona), que aumentam a pressão do fluido de retenção de sódio e água e, portanto, perturbam o equilíbrio do influxo e drenagem do fluido intersticial. O edema periférico também pode resultar de muitas outras causas, incluindo imobilidade, obesidade, veias varicosas, disfunção cardíaca, renal ou hepática, distúrbios gastrointestinais, medicamentos para diabetes, como insulina e pioglitazona, e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), tais como ibuprofeno e naproxeno. Geralmente, o edema periférico afeta ambas as pernas, tornozelos e / ou pés. Se você tiver inchaço em apenas uma perna, deve informar a sua equipe de saúde imediatamente, pois pode sinalizar a presença de um coágulo sanguíneo.

Redução de apetite

Existem muitas causas para a perda de apetite durante o tratamento com FVD, incluindo outros efeitos colaterais do tratamento, como diarreia e náuseas. A falta de exercícios, ansiedade, depressão e dor também podem contribuir para o problema. Uma boa comunicação com os membros da sua equipe de saúde os ajudará a entender como você está se sentindo física e mentalmente e ajudará a determinar a fonte de sua perda de apetite.

Febre

A febre pode ser o sinal de uma infecção bacteriana ou viral, uma reação adversa a um medicamento ou, em casos raros, uma recidiva agressiva do mieloma. Uma vez que a febre pode ser um sinal de uma condição com risco de vida, você deve relatar o problema ao seu médico imediatamente.

Contagem baixa de glóbulos brancos

Os glóbulos brancos constituem o sistema imunológico, a defesa do corpo contra infecções. Quando a contagem de leucócitos é baixa, as defesas normais do corpo contra infecções virais, bacterianas e fúngicas são reduzidas. Tanto o Farydak quanto o Velcade podem diminuir a contagem de leucócitos, enquanto a dexametasona impede que os glóbulos brancos restantes cheguem aos locais dos tecidos infectados. Cada um desses medicamentos pode contribuir para um maior risco de infecção. A adição de Farydak ao Velcade e dexametasona causou quase duas vezes mais redução na contagem de leucócitos no ensaio PANORAMA-1 do que ocorreu no braço de controle do estudo.

Contagem baixa de glóbulos vermelhos (anemia)

Os glóbulos vermelhos (RBCs) contêm hemoglobina, uma proteína que contém ferro e transporta oxigênio dos pulmões para os órgãos e tecidos do corpo. Quando um paciente tem anemia, o resultado são baixos níveis de oxigênio no corpo, o que pode causar falta de ar, palidez e sensação de cansaço. 62% dos pacientes no braço Farydak do estudo PANORAMA-1 desenvolveram anemia, em comparação com 52% no braço placebo.

Anormalidades eletrolíticas

Eletrólitos (que incluem sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto e fósforo) são substâncias eletricamente carregadas no sangue e outros fluidos que estão envolvidos em funções importantes como regular a quantidade de água no corpo, a acidez do sangue, nervo e função muscular (incluindo o músculo cardíaco) e outros processos importantes. Anormalidades eletrolíticas podem ser causadas por ingestão insuficiente de líquidos ou alimentos (perda de apetite), por perda de fluidos corporais (vômitos ou diarreia) ou por doença renal (conforme evidenciado pelo aumento dos níveis de creatinina).

Aumento de creatinina

O aumento da creatinina é um sinal de que os rins não estão funcionando corretamente. A creatinina é o biproduto da degradação muscular normal e é secretada pelos rins na urina. Quando os rins estão comprometidos, a quantidade de creatinina no sangue aumenta. Os rins podem funcionar mal por causa dos depósitos da cadeia leve do mieloma nos túbulos renais, ou por causa dos efeitos do tratamento relacionados à hidratação, ou ambos. Entre as razões relacionadas ao tratamento para o aumento da creatinina estão outros efeitos colaterais, como fezes soltas e aquosas, vômitos, perda de apetite e desidratação.

KYPROLIS® (Carfilzomibe)

Kyprolis® (carfilzomib) é um inibidor de proteassoma injetável  usado para tratar pacientes com mieloma múltiplo.

Como é usado?

  • Para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recidivante ou refratário que receberam de um a três tratamentos anteriores. Para estes pacientes, Kyprolis® é usado em combinação com Revlimid® (lenalidomida) e dexametasona, ou em combinação apenas com dexametasona.
  • Como monoterapia (sozinho) para o tratamento de pacientes com MM recidivante ou refratário que receberam uma ou mais linhas de tratamento.

Como funciona?

Tanto as células normais quanto as células cancerosas contêm proteassomas, complexos enzimáticos que quebram as proteínas danificadas e indesejadas em componentes menores. Os proteassomas também realizam a quebra regulada de proteínas não danificadas na célula, um processo necessário para o controle de muitas funções celulares críticas. Esses componentes menores são então usados para criar novas proteínas exigidas pela célula. Os proteassomas podem ser considerados cruciais para a “reciclagem” de proteínas da célula. Kyprolis® forma uma ligação irreversível com o proteassoma no núcleo de cada célula do mieloma. Quando Kyprolis® inibe os proteassomas, as células do mieloma param de se dividir e morrem.

Possíveis efeitos colaterais

A fadiga é o efeito colateral mais comum associado à terapia com Kyprolis®, que pode piorar com o tempo.

Anemia

Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina, uma proteína que contém ferro e transportam oxigênio dos pulmões para os órgãos e tecidos do corpo. Quando um paciente tem anemia, o resultado são baixos níveis de oxigênio no corpo, o que pode causar falta de ar e sensação de exaustão. Tal como acontece com a fadiga, a anemia não é um efeito imediato do Kyprolis®, mas surge com a duração do tratamento.

Náusea

Náusea pode ocorrer durante o tratamento com Kyprolis®, mas geralmente não é grave. Se ocorrer vômito e causar desidratação, o paciente pode sentir tonturas, desmaios ou desmaios. Pode ser necessário tratamento médico para desidratação.

Trombocitopenia (diminuição dos níveis de plaquetas)

Os pacientes que tomam Kyprolis® frequentemente apresentam trombocitopenia – um nível reduzido de plaquetas no sangue. As plaquetas ajudam o sangue a coagular após uma lesão; menos plaquetas pode causar hematomas, sangramento e cicatrização mais lenta. Kyprolis® faz com que a contagem de plaquetas diminua, mas o intervalo necessário entre as doses permite que a contagem de plaquetas retorne ao nível basal no início do próximo ciclo

Dispnéia (falta de ar)

A falta de ar pode ser resultado de muitas causas, incluindo problemas cardíacos e / ou pulmonares, anemia, descondicionamento (falta de exercícios) e obesidade. Se houver uma mudança repentina em sua respiração, é especialmente importante que você contate o seu médico imediatamente. Já ocorreram notificações de doenças cardíacas e pulmonares em pacientes em tratamento com Kyprolis®, por isso a falta de ar pode ser um sinal de um problema grave e deve ser comunicada imediatamente ao seu médico.

Diarreia

Pode ocorrer diarreia durante o tratamento com Kyprolis®. Tonturas, vertigens ou desmaios podem ocorrer devido à desidratação causada por diarreia excessiva ou persistente.

Febre

A febre pode sinalizar infecção bacteriana ou viral, uma reação adversa a um medicamento. Caso você tenha febre, comunique imediatamente seu médico. A combinação de febre e falta de ar é uma preocupação especial. Se isso ocorrer, o paciente deve receber tratamento imediato.

Outros efeitos colaterais

Outros efeitos colaterais podem ocorrer com Kyprolis®, mas são muito menos frequentes. Esses efeitos colaterais incluem problemas cardíacos, síndrome de lise tumoral (SLT), doenças pulmonares e problemas hepáticos. Você será monitorado cuidadosamente durante o tratamento para detectar quaisquer sinais desses problemas. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre qualquer um desses problemas potenciais, discuta-os com o seu médico.

Melfalano

O melfalano é um medicamento de quimioterapia comumente usado no tratamento de mieloma múltiplo. Pertence à classe de medicamentos conhecidos como agentes alquilantes. É usado para tratar MM desde 1960.

Como é usado?

O melfalano é mais comumente usado no tratamento de MM como agente condicionador em transplante autólogo de células-tronco. É administrado como uma infusão intravenosa (IV) em uma dose alta para fazer a ablação (eliminar as células internas) da medula óssea, onde o mieloma cresce, um dia antes das células-tronco hematopoéticas (produtoras de sangue) do próprio paciente serem devolvidas para restaurar função da medula óssea.

Também é usado como um agente oral para tratar mieloma em combinação com Velcade® e prednisona (VMP), e em combinação com talidomida e prednisona (MPT).

Possíveis efeitos colaterais

Como a maioria dos quimioterápicos tradicionais, que matam todas as células que se dividem rapidamente no corpo, o melfalano em alta dose IV comumente causa os efeitos colaterais:

  • náusea;
  • vômito;
  • aftas;
  • perda de cabelo;
  • erupção cutânea;
  • coceira;
  • infertilidade;
  • supressão da capacidade da medula óssea de produzir novos glóbulos, particularmente glóbulos brancos (que podem causar aumento do risco de infecção) e plaquetas (que podem causar aumento do risco de sangramento).  

Como terapia oral administrada em terapia combinada em doses mais baixas, o melfalano é bem tolerado e é frequentemente usado para tratar pacientes idosos e frágeis. 

Com o uso prolongado, no entanto, o melfalano causar:

  • cicatrizes do tecido pulmonar (fibrose pulmonar);
  • uma forma grave de doença respiratória (pneumonite intersticial);
  • parada cardíaca;
  • mielodisplasia, ou
  • leucemia. 

Ninlaro® (Ixazomibe) 

Ninlaro® (ixazomibe) é um medicamento de prescrição oral usado para tratar mieloma múltiplo em combinação com os medicamentos Revlimid® (lenalidomida) e dexametasona, em pessoas que receberam pelo menos um tratamento anterior. Pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores de proteassoma.

Como funciona?

Ninlaro® (ixazomibe) é o primeiro e único inibidor de proteassoma oral. Tanto as células normais quanto as células cancerosas contêm proteassomas, complexos enzimáticos que quebram as proteínas danificadas e indesejadas em componentes menores. Esses componentes menores são então usados para criar novas proteínas exigidas pela célula. Os proteassomas podem ser considerados cruciais para a “reciclagem” de proteínas da célula. As células do mieloma são particularmente sensíveis à inibição do proteassoma. Quando o sistema de reciclagem de proteínas é desligado, as células do mieloma morrem.

Possíveis efeitos colaterais

Trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas)

A trombocitopenia é um nível reduzido de plaquetas no sangue. As plaquetas ajudam o sangue a coagular; menos plaquetas pode causar hematomas, sangramento e cicatrização mais lenta. Tanto o Ninlaro® quanto o Revlimid® podem causar queda na contagem de plaquetas. Durante o tratamento com Ninlaro®. Revlimid® e dexametasona, a contagem de plaquetas atinge seu ponto mais baixo nos dias 14-21 de cada ciclo de 28 dias, mas geralmente retorna aos valores basais no início do próximo ciclo. (Por esse motivo, não há dose de Ninlaro® durante a quarta semana de cada ciclo.)

Diarréia

A diarreia que pode ocorrer com o regime de Ninlaro®, Revlimid® e dexametasona é controlável, mas pode ser grave. Tonturas, vertigens ou desmaios podem ocorrer devido à desidratação causada por diarreia excessiva ou persistente.

Constipação

A prevenção é a chave para controlar a constipação, que é definida como ter menos de três evacuações por semana. A constipação crônica é definida como evacuações infrequentes ou passagem difícil das fezes que persiste por várias semanas ou mais. Às vezes, a constipação é o outro lado da diarreia, com os pacientes indo e vindo entre esses dois estados desconfortáveis. Converse com seus profissionais de saúde sobre estratégias para regular sua saúde intestinal.

Náusea e vômito

Cerca de um quarto dos pacientes nos estudos clínicos com Ninlaro® teve náuseas e vômitos, nenhum dos quais com risco de vida. A desidratação pode ocorrer com vômitos, causando tonturas ou desmaios. Certifique-se de beber muitos líquidos. Se os sintomas forem graves, consulte um médico. Seu médico pode prescrever medicamentos ou recomendar hidratação intravenosa (IV ou pela veia).

Neuropatia periférica

A neuropatia periférica (NP) é uma condição séria em que o tratamento afeta os nervos nas mãos, pés, pernas e / ou braços. Os sintomas da NP incluem dormência, formigamento, cãibras, queimação, fraqueza ou dor nas mãos, pés, pernas e / ou braços. Alguns pacientes podem ter experimentado NP devido aos efeitos do próprio mieloma múltiplo e / ou de tratamentos anteriores para mieloma. Se você começar a tomar Ninlaro® com neuropatia periférica como uma condição pré-existente, é especialmente importante que você preste atenção a qualquer aumento no seu desconforto. Informe imediatamente o seu médico sobre o agravamento da sua condição. Se detectada e tratada adequadamente, sua neuropatia não deve piorar. Se esses sinais e sintomas são novos para você, lidar com eles imediatamente pode evitar que se tornem um problema de longo prazo.

Edema periférico

O edema periférico é o acúmulo de líquido que causa inchaço, geralmente nos tornozelos, pés e pernas. Esse inchaço é o resultado do acúmulo de excesso de líquido sob a pele nos espaços dos tecidos, ou espaços “intersticiais”.

O edema periférico pode ser um efeito colateral do uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios (como a dexametasona), que aumentam a pressão do fluido devido à retenção de sódio e água e, portanto, perturbam o equilíbrio do influxo e drenagem do fluido intersticial. O edema periférico também pode resultar de muitas outras causas, incluindo as seguintes:

  • imobilidade;
  • obesidade;
  • veias varicosas;
  • disfunção cardíaca, renal ou hepática;
  • problemas gastrointestinais;
  • medicamentos para diabetes, como insulina e pioglitazona, e
  • anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e naproxeno.

Geralmente o edema periférico afeta ambas as pernas / tornozelos / pés. Se você tiver inchaço em apenas uma perna, informe a sua equipe de saúde imediatamente. Este inchaço pode indicar a presença de um coágulo sanguíneo.

Rash

Embora a maioria das erupções cutâneas que os pacientes apresentam com o regime de Ninlaro®, Revlimid® e dexametasona sejam leves, as erupções cutâneas podem ser uma preocupação séria. É potencialmente perigoso, pois uma erupção cutânea pode ser leve no início e depois aumentar em gravidade. A gravidade das erupções medicamentosas varia de leve vermelhidão com pequenas saliências em uma pequena área até descamação de toda a pele. As erupções cutâneas podem aparecer repentinamente minutos depois que uma pessoa toma um medicamento ou podem demorar horas ou dias.

Toxicidade hepática (hepatotoxicidade)

O fígado desempenha um papel importante na transformação e eliminação de substâncias químicas no corpo. Os medicamentos às vezes causam danos ao fígado. Os sinais de toxicidade hepática incluem amarelamento da pele ou da parte branca dos olhos e / ou dor na parte superior direita do estômago. O seu médico monitorará as suas enzimas hepáticas com exames de sangue regulares enquanto você estiver em tratamento com Ninlaro®, Revlimid® e dexametasona para se certificar de que a sua dose de Ninlaro® é bem tolerada e não precisa ser reduzida.

Distúrbios oculares

Alguns dos pacientes em estudos clínicos com Ninlaro®, Revlimid® e dexametasona tiveram problemas oculares, como visão turva, olho seco e conjuntivite (olho rosa).

Dano fetal

Com base em resultados com animais, Ninlaro® pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. Não existem estudos adequados ou bem controlados em mulheres grávidas, mas estudos em ratos e coelhos que foram expostos ao medicamento em níveis ligeiramente superiores aos observados em pacientes causaram toxicidade embriofetal. Mulheres com potencial para engravidar não devem engravidar enquanto tomam Ninlaro®. Os estudos em animais indicaram que não houve efeitos devido ao Ninlaro® nos órgãos reprodutivos masculinos ou femininos.

Pomalyst® (Pomalidomida)

Pomalyst® é um tratamento oral para o mieloma múltiplo, que pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como medicamentos imunomoduladores ou compostos IMiD®. Os IMiDs regulam o funcionamento do sistema imunológico.

Como é usado?

Pomalyst® é indicado, em combinação com dexametasona (Pd), para pacientes com mieloma múltiplo que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma e demonstraram progressão da doença em ou dentro de 60 dias após a conclusão da última terapia.

Pomalyst em outras combinações

Pomalyst também é usado em regimes com 3 drogas, para mieloma múltiplo previamente tratado, incluindo as seguintes combinações:

  • Dalinvi® (daratumumabe) com Pd (ou, DPd)
  • Empliciti® (elotuzumabe) com Pd (ou, EPd)
  • Sarclisa® (isatuximabe-irfc) com Pd (ou, SPd) 

Possíveis efeitos colaterais

Reações de hipersensibilidade

Pacientes com história prévia de sensibilidade grave à talidomida ou Revlimid® foram excluídos dos estudos com Pomalyst® e podem estar em maior risco de reações alérgicas a ele. A hipersensibilidade a medicamentos resulta da interação de um medicamento e o sistema imunológico. Os fatores de risco para reações de hipersensibilidade a medicamentos incluem idade, sexo feminino, doenças concomitantes e hipersensibilidade anterior a medicamentos relacionados. Os sintomas podem incluir dificuldade para respirar, erupção na pele, urticária, febre, inchaço, vômito ou diarreia.

Neutropenia

A neutropenia (níveis baixos do nosso tipo mais abundante de glóbulos brancos) foi o efeito colateral grave relatado com mais frequência entre os pacientes em estudos clínicos com Pomalyst®, seguido por anemia (contagem baixa de glóbulos vermelhos) e trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas). Os glóbulos brancos constituem o sistema imunológico. Seu sistema imunológico se defende contra doenças virais e bacterianas. Portanto, ter poucos glóbulos brancos pode causar infecção. A febre é o sinal mais comum de ter poucos neutrófilos e é um sinal de que você precisa de atenção médica imediata. Outros sintomas comuns associados a uma baixa contagem de neutrófilos incluem dor de garganta e feridas na boca.

Trombose venosa profunda (TVP)

Os pacientes que recebem Pomalyst® podem desenvolver trombose venosa profunda (TVP ou coágulo sanguíneo). No ensaio clínico submetido ao FDA para aprovação do medicamento, todos os pacientes foram solicitados a receber tratamento para prevenção de coágulos sanguíneos.

A TVP é uma condição séria e potencialmente fatal. A TVP é um coágulo sanguíneo numa veia profunda das extremidades inferiores (geralmente ocorrendo na perna ou coxa e, muito ocasionalmente, no pescoço ou no braço). Um coágulo de sangue de uma TVP pode se soltar (embolizar) e chegar ao coração ou aos pulmões. Um êmbolo é muito perigoso. Se estiver tomando Pomalyst® e sentir calor, inchaço, vermelhidão, dificuldade em respirar e / ou dor nas extremidades, informe o seu médico imediatamente.

Tontura e confusão

18% dos pacientes no estudo  clínico que levou à aprovação do Pomalyst® pela FDA tiveram tonturas e 12% dos pacientes tiveram alguma confusão mental. Os pacientes devem estar cientes de que esses são efeitos colaterais em potencial e devem evitar situações em que isso possa representar um risco para eles ou para os outros.

Neuropatia

No estudo clínico submetido ao FDA para aprovação do Pomalyst®, 18% dos pacientes apresentaram neuropatia (toxicidade para o tecido nervoso), aproximadamente metade da qual foi neuropatia periférica. Não houve casos de efeitos colaterais graves afetando o tecido nervoso. Os sintomas de neuropatia incluem tonturas e desmaios; os sintomas de neuropatia periférica incluem dormência, formigamento e dor nas mãos e / ou pés.

Fadiga

A sensação de cansaço incomum é um efeito colateral comum do tratamento para mieloma múltiplo (e outros tipos de câncer). Embora muitos dos pacientes em estudos clínicos com Pomalyst® se sentiam cansados, muito poucos apresentavam fadiga severa que os impedia de realizar as atividades da vida diária. Como regra geral, qualquer paciente que sofra de fadiga deve ter cuidado ao operar máquinas, incluindo automóveis.

Trombocitopenia

Os pacientes em tratamento com Pomalyst® podem sentir uma diminuição do nível das células sanguíneas chamadas trombócitos (plaquetas), que são responsáveis pela coagulação do sangue. Níveis baixos de plaquetas podem resultar em hematomas, sangramento e cicatrização mais lenta.

Anemia

Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina, uma proteína que contém ferro e transporta oxigênio dos pulmões para os órgãos e tecidos do corpo. Quando um paciente tem anemia, o resultado são baixos níveis de oxigênio no corpo, o que pode causar falta de ar e sensação de exaustão.

Revlimid® (Lenalidomida)

Revlimid® (lenalidomida), um medicamento imunomodulador (IMiD®), é o primeiro medicamento oral desenvolvido para o tratamento do mieloma múltiplo. É usado em configurações recém-diagnosticadas, terapia de manutenção e recidiva e / ou refratária.

Como Revlimid®  funciona?

Revlimid®  tem múltiplas ações, incluindo atividades anticâncer e anti-inflamatórias. Ele induz respostas imunológicas, previne a inflamação e aumenta a atividade das células imunológicas – células brancas do sangue especializadas conhecidas como células T e células natural killer (NK). Revlimid®  também previne a formação de novos vasos sanguíneos dos quais as células cancerosas dependem para o seu sustento e crescimento.

Como Revlimid® é administrado?

Revlimid®  é administrado em cápsulas que são engolidas com água. A dosagem mais comum usada no mieloma é 25 mg administrados por via oral diariamente nos dias 1–21 e repetida a cada 28 dias (dias 22–28 são dias de descanso). As doses são então modificadas com base nos efeitos colaterais.

Pacientes com doença renal podem tomar Revlimid®, mas a dosagem deve ser ajustada de acordo com o nível de função renal remanescente. O seu médico deve seguir a “Posologia recomendada para pacientes com insuficiência renal incluída nas informações de prescrição do Revlimid®.

Possíveis efeitos colaterais

Toxicidade embrio-fetal

Os estudos em animais demonstraram que o Revlimid® pode causar defeitos congénitos graves. Para prevenir a ocorrência de defeitos congênitos graves como resultado da gravidez durante o tratamento, há um programa de gerenciamento de risco estabelecido. Os objetivos da Estratégia de Avaliação e Mitigação de Risco Revlimid® (conhecido como Revlimid® REMS ™) são os seguintes:

  1. Para prevenir o risco de exposição embriofetal ao medicamento.
  2. Informar os prescritores, pacientes e farmacêuticos sobre os riscos graves e as condições de uso seguro do Revlimid®.

Pacientes do sexo feminino com potencial para engravidar devem ser submetidas a testes de gravidez obrigatórios e dar consentimento informado antes de tomar Revlimid®. Pacientes do sexo feminino com potencial para engravidar e todos os pacientes do sexo masculino também devem preencher uma pesquisa telefônica mensal. Como a maioria das mulheres com mieloma está além da idade fértil, elas são inscritas no programa REMS por seus médicos com uma classificação de risco inferior, e só precisam fazer a pesquisa por telefone uma vez a cada seis meses. Eles terão, no entanto, aconselhamento mensal com a farmácia especializada que dispensa o Revlimid®.

Neutropenia (baixos níveis de neutrófilos)

A sua contagem de neutrófilos será monitorada frequentemente enquanto você estiver em tratamento e a sua dose de Revlimid® pode ser interrompida e / ou reduzida se os seus neutrófilos estiverem muito baixos. Nos estudos de terapia de manutenção, neutropenia grave foi relatada em até 59% dos pacientes tratados com Revlimid®. A febre é o sinal mais comum de neutropenia. Se você tiver febre, deve entrar em contato com seu médico imediatamente.

Trombocitopenia (diminuição dos níveis de plaquetas)

Pacientes em terapia com Revlimid® podem ter trombocitopenia, um nível reduzido de plaquetas no sangue. As plaquetas ajudam o sangue a coagular após uma lesão; menos plaquetas pode causar hematomas, sangramento e cicatrização mais lenta.

Tromboembolismo venoso (TEV)

O TEV é uma condição que inclui tanto trombose venosa profunda (TVP) quanto embolia pulmonar (EP).

A TVP é um coágulo sanguíneo (trombo) em uma veia profunda das extremidades inferiores, geralmente ocorrendo na perna ou coxa e também menos frequência no pescoço ou no braço. Um coágulo de sangue de uma TVP pode se soltar (embolizar) e chegar ao coração ou aos pulmões. Um êmbolo é muito perigoso e potencialmente fatal.

EP é uma condição que ocorre quando um coágulo de sangue na veia se solta, viaja pela corrente sanguínea e se aloja no pulmão, bloqueando o fluxo sanguíneo.

Coágulos sanguíneos nas artérias, veias e pulmões ocorrem com mais frequência em pessoas que tomam Revlimid® do que na população saudável. O risco é ainda maior para pessoas com mieloma múltiplo que tomam dexametasona com Revlimid®. Ataques cardíacos e derrames também são mais frequentes em pessoas que tomam Revlimid® com dexametasona.

Outros efeitos colaterais

Diarreia

A diarreia é definida como 3 ou mais fezes moles por dia, e diarreia grave é definida como 7 ou mais fezes moles por dia que requerem tratamento com fluidos intravenosos ou hospitalização. A diarreia pode ser um efeito secundário preocupante da terapêutica de longo prazo com Revlimid® que pode afetar gravemente a qualidade de vida e pode levar à descontinuação da terapêutica se não for bem gerida.

Revlimid® modula o sistema imunológico de todo o corpo para combater o mieloma, incluindo o sistema imunológico do intestino. A boa / má notícia é que o desenvolvimento de diarreia grave entre os pacientes tratados com Revlimid® está associado à melhora da sobrevida geral e é um sinal de controle imunológico do mieloma por Revlimid®.

Fadiga

A fadiga está comumente associada à terapia com Revlimid®. Mesmo que a fadiga geralmente não seja severa, tenha cuidado se estiver operando máquinas, incluindo automóveis.

Os efeitos da fadiga podem ser minimizados por

  • Um nível moderado de atividade;
  • Uma dieta saudável e ingestão adequada de líquidos;
  • Uma programação de sono consistente. Anemia

Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina, uma proteína que contém ferro e transporta oxigênio dos pulmões para os órgãos e tecidos do corpo. Um baixo nível de glóbulos vermelhos resulta em baixos níveis de oxigênio no corpo, o que pode causar falta de ar e sensação de exaustão.

Rash

Rash é uma preocupação séria. É potencialmente perigoso, pois uma erupção cutânea pode ser leve no início e depois aumentar em gravidade. A gravidade das erupções medicamentosas varia de leve vermelhidão com pequenas saliências em uma pequena área até descamação de toda a pele. As erupções cutâneas podem aparecer repentinamente minutos depois que uma pessoa toma um medicamento ou podem demorar horas ou dias.

Se desenvolver uma erupção cutânea durante o tratamento com Revlimid®, informe o seu médico e / ou enfermeiro imediatamente. O seu médico pode interromper ou descontinuar Revlimid® se tiver uma erupção cutânea moderada a grave.

Embora seja raro, algumas erupções cutâneas relacionadas com Revlimid® podem se tornar muito graves e com risco de vida. Pacientes com história prévia de erupção cutânea grave associada ao tratamento com talidomida não devem receber Revlimid®.

Perda de apetite

A diminuição do apetite ocorreu em 23% dos pacientes recém-diagnosticados no estudo clínico acima referido, apenas 3% dos quais foram graves o suficiente para causar perda de peso ou desnutrição.

Revlimid® + dexametasona

Os principais estudos que foram a base da aprovação do Revlimid® no cenário de recaída usaram uma combinação de Revlimid® + dexametasona. É importante estar ciente de que podem ocorrer toxicidades adicionais com esta combinação versus Revlimid® sozinho. Os efeitos colaterais que podem ocorrer com Revlimid® + dexametasona incluem fraqueza muscular, ansiedade, agitação, arritmias cardíacas, náuseas, aumento do açúcar no sangue, aumento das enzimas hepáticas e obstipação e / ou diarreia.

Talidomida

A talidomida é uma droga imunomoduladora oral, um agente que pode modificar ou regular o sistema imunológico. Possui atividades anti-inflamatórias e anticâncer. A talidomida foi usada pela primeira vez para tratar mieloma múltiplo em 1997 e oficialmente aprovada para uso no tratamento de mieloma em combinação com o esteróide dexametasona em 2006. O primeiro novo medicamento eficaz para tratar MM em décadas, a talidomida lançou uma nova era de “novas terapias”. Deu origem a uma próxima geração de moduladores imunológicos com eficácia aumentada e efeitos colaterais reduzidos, os medicamentos Revlimid® (lenalidomida) e Pomalyst® (pomalidomida).

Como a talidomida funciona?

Como as outras drogas imunomoduladoras (compostos IMiD®), a talidomida induz respostas imunológicas, aumenta a capacidade das células imunológicas chamadas células T e células NK (natural killer) de matar células de mieloma e inibe a inflamação. Também inibe o crescimento dos vasos sanguíneos dos quais as células cancerosas dependem para seu sustento e crescimento.

Possíveis efeitos colaterais

Sonolência

A talidomida frequentemente causa sonolência.

Esses métodos podem ajudar a aliviar esse efeito colateral:

  • Tomar talidomida na hora de dormir;
  • Evitar o uso de outras drogas que podem causar sonolência durante o uso da talidomida;
  • Tomar outros medicamentos para ajudar a aliviar a sonolência a critério do seu médico;
  • Evitar álcool.

Evite hipóteses em que a sonolência pode ser um problema. As habilidades mentais e físicas necessárias para realizar tarefas perigosas, como dirigir um carro, podem ser prejudicadas.

Neuropatia periférica

O comprometimento dos nervos nas extremidades (mãos, braços, pernas, pés) é conhecido como neuropatia periférica. Este efeito colateral pode ser leve, causando formigamento nas mãos e nos pés; mais raramente, pode ser grave e doloroso. Geralmente ocorre após um longo período em que se esta tomando a talidomida, mas às vezes pode ocorrer mais cedo. Essas estratégias podem ajudar a aliviar os sintomas da neuropatia periférica:

  • Caminhada e outras formas de exercício;
  • Evitar sapatos justos e meias com elástico;
  • A critério do médico, reduzir a dose de talidomida;
  • A critério do médico, tomar medicamentos adicionais.

Um médico deve ser notificado se ocorrer algum sintoma de neuropatia periférica. Se os efeitos colaterais forem graves, a terapia com talidomida pode precisar ser totalmente interrompida.

Tontura

Pode ocorrer tontura durante o tratamento com talidomida. Sentar e esperar alguns minutos antes de se levantar ou sair da cama pode ajudar a reduzir a tontura.

Constipação

Pode ocorrer constipação durante o tratamento com talidomida; no entanto, a constipação raramente é grave. A prevenção é a chave para o gerenciamento.

Essas estratégias podem ajudar a aliviar a constipação:

  • Beber pelo menos 8 copos de líquido por dia;
  • Adicionar bastante fibra dietética todas as manhãs, como suco de ameixa, suco de maçã e farelo;
  • Exercício;
  • Por recomendação de um médico ou enfermeiro, podem ser prescritos laxantes.

Se a constipação se tornar severa, a dose de talidomida pode ser reduzida ou interrompida temporariamente.

Rash

Em alguns casos, pode ocorrer erupção cutânea durante o tratamento com a talidomida. Uma erupção cutânea leve (pele vermelha ou descolorida, com ou sem protuberâncias) geralmente começa no tronco e se espalha para os braços e pernas. Erupções cutâneas leves podem ser aliviadas das seguintes maneiras:

  • Por recomendação de um médico ou enfermeiro, tomando anti-histamínicos e corticosteroides tópicos, 
  • Para aliviar a pele seca, use sabonete de aveia, creme de calêndula e creme de manteiga de cacau.

Leucopenia

A talidomida às vezes pode causar uma diminuição dos glóbulos brancos. Essa condição é chamada de leucopenia. Por causa dessa possibilidade, exames de sangue precisam ser feitos regularmente. Se a contagem de glóbulos brancos ficar muito baixa, a dose de talidomida pode ter que ser alterada ou o tratamento pode precisar ser interrompido.

Bortezomibe

Velcade® (bortezomibe) é um agente anticâncer disponível para injeção em uma veia (por via intravenosa ou IV) ou sob a pele (por via subcutânea). É o primeiro na classe de medicamentos chamados inibidores de proteassoma.

Velcade® é indicado para o tratamento de mieloma recém-diagnosticado e recidivante ou refratário. É também indicado para o novo tratamento de pacientes que responderam anteriormente ao Velcade e que tiveram recidiva pelo menos seis meses após completarem o tratamento anterior. Pode ser usado sozinho, em combinação com dexametasona, ou como parte de uma terapia de combinação mais complexa, como Velcade, Revlimid e dexametasona (VRd), Velcade, ciclofosfamida e dexametasona (VCD ou cybor-d); ou Velcade, talidomida e dexametasona (VTd).

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